Cuidados a ter quando se dá um animal para adopção

 
Ao dar um animal para adopção está-se implicitamente a confiar que o novo dono irá tratar bem dele. Porém nem sempre as coisas correm bem, muitas vezes porque quem adopta não tem noção do que está envolvido. Algumas dicas para tentar acautelar que o animal será bem tratado:

  • O novo dono tem experiência - já teve animais? Se nunca teve animais, está preparado o esforço extra que um animal necessita: cuidados de alimentação, higiene, saúde...
  • Caso nunca tenha tido animais, poderá haver problemas com alergias a pêlo na família?
  • Tem neste momento outros animais - quantos? Não haverá problemas com os animais existentes?
  • Terá capacidade económica para ter (mais) este animal? Faça uma estimativa de quanto custará (comida + veterinário) tratar do animal durante um ano e comunique-o a quem quer adoptar.
  • Como tratará o novo dono do animal quando decidir ir de férias?
  • Em que espaço ficará o animal? Quando o animal fôr crescido ficará bem nesse espaço? Algumas pessoas pedem para visitar o local onde o animal ficará, antes de o dar.
  • O animal vai ser usado em caça, para criação/venda ou outras actividades que levantem questões éticas ou onde os maus-tratos sejam prováveis?
  • Pode pedir os contactos do novo dono e para ir ver o animal de tempos a tempos, que é a melhor garantia de que ele ficará bem.
  • Quando for contactado pode procurar em www.mausadoptantes.org para ver se o adoptante não é um caso conhecido de maus tratos a animais.
  • Pode também procurar num motor de pesquisa por listas de maus adoptantes, por exemplo: http://www.google.pt/search?hl=en&safe=off&q=maus+adoptantes&btnG=Search.
    Se em dúvida, pode ainda procurar num motor de pesquisa pelo nome, número de telefone ou email do adoptante.

Não se esqueça que quem adopta pode ter as melhores intenções e não irá necessariamente tratar mal o animal, por isso algumas das questões acima terão de ser perguntadas com tacto e moderadas de bom senso. Recordo-me da história de um conhecido (amigo dos animais e polícia de profissão) a quem foi negada a adopção de uma cadela porque na União Zoófila "não davam animais para fora de Lisboa" (sendo ele de Viseu).
Não podendo haver nestas coisas regras rígidas, devem ser tomadas as devidas diligências sobre como o animal será tratado.

Porquê estes cuidados? Porque num pequeno número de casos, o animal pode vir a estar numa situação bastante complicada: negligência, abandono, maus tratos, lutas de cães... Veja por exemplo este horrível caso ocorrido em Julho de 2007 de uma pessoa que aparentemente adopta animais para os maltratar. Compilado a partir da informação num blog que já não se encontra online (http://sofiagoncalves.blogspot.com/2007/07/apelo-urgente-quem-conhece-quem.html):

Este é um apelo de vida ou de morte.

Exactamente!

Existe um senhor Chamado Ricardo Garcia que vive em Benfica e que tem sido Fat de, primeiro, uma cadela à qual lhe deu sumiço e que dizia que a cadela estava em fase quase coma, não a levava ao vet e por outro lado não se disponibilizava para a pessoa responsável por ela a poder ir buscar. Até que, quando isso aconteceu com intervenção da polícia, que lhe fez uma rusga à casa, disse que lhe tinha aberto a porta e a tinha deixado ir. Pergunta-se como, se a cadela segundo informações já não andava.

Neste momento telefonaram-me a dizer que a cadela que eles lá têm em regime de fat, passa a noite toda numa verdadeira tortura e sofrimento, gane de dôr durante horas. Os vizinhos, uns advogados, durante esta noite estiveram à porta aos pontapés para eles abrirem e não o fizeram. Esta cadela vai morrer de pancada.

(...)

ACTUALIZAÇÃO:

O verdadeiro nome do pseudo senhor em causa é RICARDO GARCIA e mora em Benfica na rua João Frederico Ludovice, nº -- (nº de porta removido), mas este ser que se diz humano muda muitas vezes de casa e só adopta e recebe como fat, cadelas, a penúltima e a antepenúltima desapareceram sem qualquer explicação, salvou-se esta.

A "maratona" para salvar esta cadela durou ontem desde as 19 horas até às 23 h e pouco.

Não iremos contar pormenores, seria exaustivo, mas foi uma luta díficil que contou com a grande e brilhante colaboração da polícia de Benfica, 3 elementos da PRAVI, Teresa Malheiro, Sandra Neves e Andreia Bailot, 1 sócia da "União Zoófila", Graciete Godinho a Presidente da Ass. "Focinhos e Bigodes", Ana Francisco e de um elemento da "Plataforma", Margarida Neto, bem como do grupo de apoio que se criou entre os vizinhos queixosos.

A cadela é uma raçada de pastor alemão, tem 3/4 meses, é linda, não foi violada mas foi muito mal tratada.
Apresenta sinais de subnutição, fraqueza nas patas trazeiras e comportamento de animal em estado de terror, tremura permanente e urinar constante. Do que nos apercebemos, ele tem uma despensa onde supostamente ficaria fechada o tempo todo sem luz sobre as suas próprias necessidades avaliando pelo cheiro nausiabundo que deitava, à noite para passar o tempo supostamente batia na cadela.

Na escada em momento algum se aproximou da porta do apartamento procurando abrigo junto dos apoiantes.
Esta cadela está à guarda de uma zoófila consciente, será hoje devidamente observada por um veterinário e será alimentada com uma excelente ração mais vitaminas para recuperar o mais rapidamente
possível porque carinho não lhe falta.

Quero agradecer a todos, sem excepção, que se manifestaram oferecendo apoio de vária ordem no sentido de poder ajudar.

Esta Menina precisa de um dono 5 estrelas que a jude a esquecer a casa dos horrores. Ajudem

Muito obrigada

Teresa Malheiro
PRAVI - Projecto de Apoio a Vitimas Indefesas

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